1. Pastor Edmilson (PRB)
1.1. Maconha – Disse que é totalmente contra a Marcha da Maconha, programada para ser realizada na cidade de João Pessoa. “A droga destrói lares e fui eleito para lutar pela qualidade de vida da população”. “Temos recebido na Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd) pais e esposas de viciados pedindo ajuda. Por isso farei de tudo para impedir a liberação da maconha”. Da tribuna, ele também fez um elogio à direção do PRB estadual.
1.2. Cagepa – O vereador criticou o trabalho de intervenção promovido pela Cagepa em ruas da Capital recém-calçadas. Ele destacou que a Prefeitura tem feito um trabalho de recuperação e instalação de calçamentos nas ruas da cidade e, logo em seguida, a Cagepa vai ao local e “faz os buracos”. Por isso, Edmilson está apresentando um projeto de lei para evitar o problema causado pelas empresas de telefonia, de energia, de água e esgoto, entre outras.
Apartes: Raissa Lacerda (DEM) disse que a maconha é uma droga que destrói os neurônios e a família. “Tem tanta passeata boa a ser feita, por que fazer a defesa da maconha?”. Sandra Marrocos (PSB) elogiou a iniciativa de Edmilson para a regulamentação do uso do solo do município. Eliza Virgínia (PPS) afirma que os governos têm que tomar providências em relação ao usuário de drogas, porque o uso do entorpecente é uma questão de saúde pública. Luiz Flávio (PSDB) lembrou que a maconha pode ter uso medicinal apenas em alguns poucos casos, mas ele critica a Marcha da Maconha. E em relação ao uso do solo urbano, Luiz Flávio disse que na própria licitação de asfaltamento e calçamento de ruas já devia trazer essa preocupação. Fernando Milanez (PMDB) parabenizou o pronunciamento de Edmilson: “Eu lamento as pessoas pararem para fazer apologia à droga. Isso tem o meu fiasco e repúdio”.
2. Geraldo Amorim (PDT)
2.1. Drogas – Falou que o prefeito Ricardo Coutinho (PSB) reconhece que o problema das drogas em João Pessoa é mesmo uma calamidade pública, mas que não cabe ao prefeito decretar ‘estado de calamidade’. Geraldo lembrou que a cidade de Florianópolis (SC) tem 14 unidades para atendimento e tratamento a usuários de drogas, enquanto que João Pessoa só possui três entidades e que não têm nenhum apoio dos governos. No Brasil, existiriam 590 unidades de tratamento de pacientes usuários de drogas sem nenhum subsídio de governos. “A sociedade abomina esse tipo de manifestação, como a Marcha da Maconha (...) É uma manifestação de muito mau gosto”.
Apartes: Eliza Virgínia (PPS) disse que a maioria das pessoas que procuram as clínicas de tratamento de usuários de drogas não tem condições financeiras de pagar o tratamento. Bruno Farias (PPS) lembra que a droga é um crime tipificado no Código Penal.
3. Fernando Milanez (PMDB)
3.1. ‘Voto de Repúdio’ – Disse que a Câmara tem que ter uma posição mais forte em relação a Marcha da Maconha, dizendo que não se pode abusar da liberdade democrática, de manifestação de livre pensamento, para se fazer apologia à maconha. “Este Poder tem que se posicionar de forma incisiva”. Milanez apresentou um ‘Voto de Repúdio’ à Marcha da Maconha. “Estamos vendo a destruição das famílias”.
Aparte: Tavinho Santos (PTB) ressaltou que “hoje vale tudo, porque infelizmente os valores morais da família estão acabados”. Ele disse que a sociedade está perdendo a guerra para as drogas.
4. Bira (PSB)
4.1. Movimento estudantil – Voltou a falar sobre o dia 28 de março, quando marca os 51 anos de morte do estudante Édson Luís, assassinado pela ditadura militar. Ele destacou a importância da união das entidades estudantis, a exemplo da União Nacional dos Estudantes (UNE). O vereador ressaltou a importância da juventude brasileira, que representa 46% do eleitorado brasileiro.
4.2. Juventude – Lembrou que 79% das causas de morte entre os jovens são de causa externa: violência, homicídio. Com isso o Brasil ficou em terceiro lugar no mundo na morte de jovens, ficando atrás apenas da Colômbia e Porto Rico. “Não podemos de forma estérica e emocional discutir o problema das drogas”. Ele disse que a Prefeitura de João Pessoa está procurando uma parceria com a Fazenda da Esperança, que trata dos pacientes usuários de drogas. “A droga é mais forte que o usuário. Por isso temos que tratar a problemática da droga como questão de saúde. Não temos que discutir a Marcha da Maconha nesta Casa, não; mas discutir o problema como políticas públicas”.
Apartes: Luiz Flávio (PSDB) destacou a cidade de Guarabira e o deputado estadual Zenóbio Toscano (PSDB), envolvido nas políticas públicas voltadas aos jovens daquela cidade. Tavinho Santos (PTB) e Fernando Milanez (PMDB) elogiaram o discurso de Bira, ressaltando a necessidade dos jovens participarem mais da política. Sandra Marrocos (PSB) lembrou que o estudante Édson Luís lutava pela liberdade, “por isso temos que ter cuidado com o radicalismo e a cassação das liberdades de expressão”.
5. Raoni Mendes (PDT)
5.1. Fazenda da Esperança – Disse que os jovens usuários de drogas precisam da ajuda da sociedade. Ele elogiou a iniciativa da Prefeitura em estar procurando fazer um convênio com a Fazenda da Esperança.
5.2. Reforma da Lagoa – Ele disse que a reforma da Lagoa está sendo refeita, porque, depois da colocação do novo piso, só agora a Prefeitura está usando máquinas para fazer a limpeza e o desassoreamento. Mas que ele foi in loco e viu que o piso não está sendo destruído.
Apartes: Eliza Virgínia (PPS) disse que vai pedir à polícia para que investigue quem são os organizadores da Marcha da Maconha, porque apologia às drogas é crime. Fernando Milanez (PMDB) disse que o prefeito Ricardo Coutinho (PSB) tem primado pelo zelo aos materiais utilizados nas obras da Prefeitura e elogiou Raoni por ter ido pessoalmente à Lagoa para observar a obra.
6. Sergio da Sac (PRP)
6. Esporte e drogas – Ele defende a idéia de que, se o jovem estivesse no esporte, não haveria tempo para as drogas. “A nossa juventude está ociosa. Falar em droga é muito fácil, mas o dependente químico é doente”. Ele destacou: “Existe uma droga lícita que mata mais do que a Segunda Guerra Mundial: o álcool”. Ele defende que, através do esporte, a juventude possa ter disciplina.
Apartes: Fernando Milanez (PMDB) disse que a escola é a segunda casa dos jovens e seria na escola o trabalho preventivo contra as drogas. Bira (PSB) defendeu que a Câmara tem que tratar o assunto droga de forma diferente e propositiva. Bira pediu à Mesa Diretora um levantamento de todas as iniciativas da Casa em torno da problemática das drogas, para saber dos projetos e leis que existem no município acerca do tema.
7. Sandra Marrocos (PSB)
7.1. Correios – Fez uma prestação de contas relativa aos grupos de discussão do seu mandato. No campo da cultura, ela defendeu um fórum cultural na cidade de João Pessoa e a melhor utilização do Centro Cultural da Câmara. A vereadora também ressaltou da tribuna a manifestação dos servidores dos Correios e Telégrafos na Lagoa do Parque Solon de Lucena, num ato público exigindo que a empresa aumente o número de carteiros, já que a falta de carteiros tem causado o atraso na entrega das correspondências.
Aparte: Jorge Camilo (PT) informou que existem regiões de João Pessoa que sequer o carteiro passa, como no Colinas do Sul.
8. Jorge Camilo (PT)
8.1. Requerimentos – Ocupou a tribuna para falar de vários requerimentos de sua autoria encaminhados à Mesa Diretora da Casa. Ele elogiou o trabalho dos taquígrafos da Câmara, colocando o seu gabinete à disposição dos servidores.
8.2. Marcha da Maconha – Camilo ainda disse que não é a favor da Marcha da Maconha, mas que a discussão do tema tem que ser feito. “A maconha causa problema, sim. E o tratamento dos doentes da droga não tem que ser bancado por igreja, não; mas pela sociedade. E o narcotráfico vai ganhar a guerra desse jeito”.
Jorge Rezende